Está claro para o mundo empresarial que a gestão patrimonial correta do ativo imobilizado só traz benefícios. E ela começa com o inventário de imobilizado, ou seja, levantamento físico detalhado de tudo que a empresa possui, com a devida fixação das etiquetas de código de barras
Nada sai bem feito se não houver uma predeterminação exata do que será executado. Daqui sai a definição da divisão dos bens, tipo de emplacamento, tamanho e responsáveis pelas equipes. Além disso, ficam claros os dados a serem coletados, equipamentos usados, cronograma de ações e onde estão os bens.
É a hora que os times vão a campo afixar as placas e registrar os dados de patrimônio obedecendo rigorosamente o planejamento.
Mesmo com um planejamento detalhado e uma execução supervisionada com rigor, ainda é necessário conferir. São três os pontos principais a se atentar:
O inventário de imobilizado é de onde parte a gestão patrimonial. Consequentemente é fundamental para que ela seja efetiva, pois não há estrutura consistente sobre base falha.
Entenda a depreciação do ativo imobilizado
O conceito de depreciação do ativo imobilizado é relativamente simples de entender. A partir do momento em que uma empresa começa a usar um bem recentemente adquirido se inicia um processo de depreciação.
Você que está lendo sabe bem o que é isso e sua vida pessoal tem inúmeros exemplos. Por exemplo, ao comprar um carro novo você deve pagar um valor por ele. No mesmo momento que você o tira da concessionária o valor que ele representa já é outro. Ou seja, houve uma depreciação.
Certamente este mesmo carro quando for vendido terá um valor completamente diferente. O tempo de uso tem um impacto sobre o valor. O mesmo acontece dentro de qualquer empresa, a diferença é que isso tem alguns impactos contábeis e também sob o ponto de vista da gestão.
O tema do artigo de hoje do blog da Integrade é a relação depreciação ativo imobilizado. Mas antes de entrarmos em detalhes, o primeiro ponto é entender bem o que é o ativo imobilizado.
Boa leitura!
Relação, depreciação do ativo imobilizado
Neste artigo vamos entender:
• O que é o ativo imobilizado
• Como acontece a depreciação do ativo imobilizado
• Impactos da depreciação do ativo imobilizado
• Como extrair benefícios da relação depreciação ativo imobilizado
• Como melhorar sua gestão de patrimônio reservando mais tempo para o que realmente importa
O que é o ativo imobilizado
Mesmo sendo um assunto de extrema importância para a gestão de qualquer empresa, o conceito de ativo imobilizado ainda gera dúvidas para muita gente, por isso é importante estabelecer o que ele significa.

Qualquer bem que tenha como objetivo fazer parte da atividade de uma empresa e que contribua para que ela possa funcionar pode ser enquadrado neste grupo. A legislação aponta que quando o seu valor for inferior a 1.200 reais ou que tenha vida útil abaixo de um ano, cabe à empresa decidir sobre a sua imobilização ou não.
Desse modo, nobiliário, computadores, máquinas, equipamentos, veículos e o próprio imóvel que é usado como sede da empresa são considerados como parte do ativo imobilizado.
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Assim como o carro que usamos na nossa vida particular, o ativo imobilizado passa por depreciação. Vamos conhecer as especificidades desse conceito.
Como acontece a depreciação do ativo imobilizado?
A depreciação pelo tempo de uso de um bem é natural, mas é importante entender que ela também pode ocorrer porque o ativo pode se tornar obsoleto do ponto de vista técnico ou comercial.
Esse é mais um conceito importante, ainda mais em tampos nos quais a tecnologia evolui muito rapidamente. Um determinado dispositivo que hoje é funcional pode não ser mais uma boa solução em pouco tempo.
Outra questão que deve ser levada em conta é que os ativos com valor inferior a 1.200 reais não podem ser depreciados. Nas demonstrações contábeis eles vão diretamente para o campo de despesas.
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Taxa de depreciação ativo imobilizado
Note que temos algumas variáveis que podem gerar a taxa de depreciação. Ao comprar um bem temos um valor inicial desse ativo. No momento em que ele é adquirido também é possível determinar quanto tempo esperamos usá-lo.
A Receita Federal estabelece regras que ajudam nessa equação. Um edifício, por exemplo, tem sua depreciação contábil calculada em 4% do valor total por ano. Já as máquinas, instalações e móveis em geral tem uma taxa de 10% ao ano. Veículos e computadores, 20% a cada doze meses.
Como extrair benefícios da relação depreciação ativo imobilizado
Analise o grupo de Veículo e computadores. Se a taxa de depreciação de ativos como veículos e computadores é de 20%, em cinco anos o seu valo chegará a zero, pelo menos sob o ponto de vista contábil. Já na prática, mesmo após esses cinco anos eles ainda podem estar funcionando muito bem, já que a vida útil costuma a ser bem maior que isso.
Assim, mesmo com a depreciação total, os ativos ainda podem ser vendidos, gerando uma fonte extra de renda para a empresa e que não pode ser ignorada. Isso vale para o grupo de Veículos e computadores, e a premissa é verdadeira para qualquer outro ativo da empresa.
O cálculo “depreciação ativo imobilizado” também tem impacto sobre o lucro líquido da organização e sobre os impostos que ela irá pagar ao longo de um determinado ano fiscal.
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Conhecer a depreciação dá ao gestor uma capacidade otimizada de tomar melhores decisões, gera renda para a empresa e tem impactos sobre lucros e impostos. Ou seja, sua empresa não pode erra nesse ponto da gestão de patrimônio.
Melhores processos, mais tempo para você
Contar com profissionais especializados, com as melhores soluções nessa área é uma necessidade para quem não quer perder oportunidades.
A Integrade Consulting tem essa expertise e está pronta para te ajuda. Entre em contato com um dos nossos especialistas agora mesmo. Com as nossa soluções, o controle do patrimônio da sua empresa fica mais ágil e você tem mais tempo para cuidar de outros aspectos do negócio ou até para curtir com sua família e amigos.
Começe agora o seu inventário patrimonial
Uma empresa que começa a despontar no mercado certamente vai ter um bom crescimento de patrimônio. Uma sede, computadores, material de trabalho e até veículos podem ser adquiridos para a infraestrutura de um negócio em crescimento. Mas de nada adianta ter um bom patrimônio acumulado se você não tem controle sobre ele. Para começar bem, é fundamental que todo gestor faça um Inventário Patrimonial impecável.
Ter controle do seu patrimônio significa saber o valor dos bens, condições de uso, quantidade e descrição de cada produto. Todas essas informações ajudam a mapear quais são as fraquezas, fortalezas e urgências que sua empresa no campo da infraestrutura.
Mas por que fazer esse estudo todo?
O Inventário Patrimonial é fundamental para qualquer planejamento. A primeira vantagem de se fazer um estudo dos seus bens é a poder criar boas estratégias para o futuro da empresa. Ter um documento que reúna todas as informações sobre o seu patrimônio ajuda a definir prioridades para as próximas compras. Definições sobre os próximos investimentos ficam muito mais claras e assertivas. O controle de todo o ativo da empresa também é importante para rastrear e evitar perdas, diminuindo os prejuízos. Para isso os bens precisam estar identificados.
Quando o Inventário é bem feito, o patrimônio está totalmente listado e aí vem outra vantagem: o balanço patrimonial está garantido e uma auditoria não vai apontar erros nesse quesito. Organização é a palavra de ordem em um Inventário Patrimonial e esse é um benefício também na busca por financiamentos. Ter o registro com detalhes de todos os ativos imobilizados da empresa gera credibilidade para a operação.
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Passo a passo para o inventário
Uma boa sugestão para começar a fazer um Inventário Patrimonial de qualidade, é a contratação de um profissional de qualidade e confiança. Ele precisa ter o domínio das técnicas de contabilidade, minimizando a possibilidade de erros e equívocos na valoração, descrição e listagem dos dados sobre os bens de uma empresa.

O planejamento é o passo seguinte. Fazer um diagnóstico sóbrio e com autocrítica sobre a situação da empresa vai ajudar a ter um norte e definir os pontos de chegada: para onde eu quero ir? A partir daí, o gestor precisa levantar todas as informações sobre a empresa. Depois, é preciso identificar todos os bens da empresa, principalmente os que têm valor de mercado e grande vida útil. Identificar com etiquetas cada item do ativo imobilizado é importante. Lembre-se que objetos de menor valor e alta rotatividade (como mouses e canetas) não precisam passar por esse processo.
Com todo o ativo contabilizado, é hora de fazer a análise dos dados disponíveis. O que está em condições? O que está faltando? Quais ativos tem um mal uso? Conferir os dados coletados é o passo seguinte. Cruzar as informações, ver se estão coerentes com o que a empresa fez ao longo do tempo, verificar se as descrições estão coerentes com o estado dos equipamentos e se a quantidade de bens está de acordo. Análise feita, é preciso definir novas formas de uso de todo o equipamento: como os colaboradores da empresa vão ser responsáveis com o ativo e de que forma será possível averiguar sobre esse uso. O relatório é a parte final de todo esse processo. A descrição detalhada dos dados coletados com o inventário são muito úteis para a tomada de decisões futuras, com compras, vendas, aumento ou decréscimo de despesas.
Garantias com o inventário
É inevitável que a organização e o controle de todo o ativo por meio do Inventário Patrimonial ajude com as finanças da sua empresa. Aumentar o tempo de vida útil de todos os materiais é o primeiro fato. Com um rigor maior sobre a utilização dos equipamentos, você evita o desgaste, o mal uso e possíveis perdas. A redução dos custos com manutenção também proporciona uma economia para a empresa.
Se você ainda tem dúvidas sobre o inventário patrimonial. Entre em contato com um de nossos especialistas agora mesmo!
O que é ativo imobilizado?
De maneira geral, o ativo imobilizado é o conjunto de bens que uma empresa possui para manter suas atividades operantes, e de onde ela tira seus resultados econômicos. O ativo imobilizado ou ativo fixo, como também é conhecido, tratam-se dos instrumentos palpáveis que criam condições para que a organização disponibilize o seu produto ou serviço final ao mercado.
O conceito de ativo imobilizado está definido pela Lei 6.404/1976, em seu artigo 179, e pelo pronunciamento CPC 27 (Comitê de Pronunciamentos Contábeis). Em resumo, as normas determinam que o ativo imobilizado tenha de ser tangível, ou seja, palpável, concreto.
O ativo também tem de ter como finalidade a produção ou comercialização de mercadorias, serviços, locação ou administração. Por exemplo: uma máquina, carros, computadores, salas, o imóvel onde a empresa está instalada, móveis, ferramentas, etc.
Valor mínimo para imobilização
Apesar de o fisco recomendar que bens menores que R$ 1,2 mil sejam lançados como despesa, é importante lembrar que existem outros custos que compõe o valor de uma aquisição ou construção.
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Custos adicionais
● Preço de compra, inclusive impostos de importação e impostos não recuperáveis sobre a compra, deduzidos de descontos comerciais e abatimentos;
● Custos relacionados à instalação e disponibilização do ativo em condições operacionais para o uso (custo da preparação do local, custo da entrega inicial ou manuseio, custo de instalação ou montagem e custo de testes para verificação de funcionamento);
● Custo para desmontar e remover o ativo e restaurar o local no qual está localizado, quando existir a obrigação futura para a entidade. Os encargos financeiros de empréstimos e financiamentos de terceiros para a construção ou montagem de bens do imobilizado, devem ser capitalizados até o momento em que o bem estiver em condições de operação.
● Preço de compra, inclusive impostos de importação e impostos não recuperáveis sobre a compra, deduzidos de descontos comerciais e abatimentos;
● Custos relacionados à instalação e disponibilização do ativo em condições operacionais para o uso (custo da preparação do local, custo da entrega inicial ou manuseio, custo de instalação ou montagem e custo de testes para verificação de funcionamento);
Custo para desmontar e remover o ativo e restaurar o local no qual está localizado, quando existir a obrigação futura para a entidade.
Vida útil
Além disso, espera-se que o ativo imobilizado seja usado por pelo menos um ano, que ele traga benefícios econômicos à empresa, que possa ter seu custo avaliado com segurança e seu valor seja maior do que R$ 1,2 mil.
Exceções
Há alguns casos que o conceito de ativo imobilizado pode gerar confusão. Imóveis e terrenos mantidos por uma entidade para obter renda, não são caracterizados como imobilizado.
Qual o momento ideal para controlar ativos?
Controlar os ativos significa ter uma visão completa das finanças da empresa. Isso é importante para quem está no comando de uma companhia, pois ajuda a planejar melhor e avaliar o desempenho dos negócios.
De modo geral, esse controle costuma ser feito periodicamente, mas vai depender do porte da empresa e de suas necessidades. Iniciantes costumam fazer o controle dos ativos logo que abrem sua companhia.
Em contrapartida, se você já possui um negócio funcionando, então veja quais são os momentos ideais para fazer isso.
Identifique os momentos ideais para controlar seus ativos
Por que esses momentos são ideais? Pois os dados necessários para executar esses procedimentos já vão estar todos disponíveis na sua empresa. Isso evita que você se atrase e fique sem ter como acompanhar a situação atual.
Desse modo, ainda mais se você estiver começando, provavelmente terá dificuldades para obter informações precisas e atualizadas. Por isso, esses procedimentos são ideais para o início da empresa.
Assim sendo, você evita possíveis atrasos e consegue acompanhar a situação financeira da empresa, seguindo o cronograma de pagamentos e recebimentos.
Acompanhe o fluxo de caixa mensalmente
Acompanhar o fluxo de caixa é uma forma de evitar técnicas pouco sérias e, por vezes, até mesmo ilegais usadas por empresas para melhorar suas demonstrações financeiras.
Dessa maneira, o acompanhamento do fluxo de caixa também te ajuda a planejar com mais precisão a sua empresa e o seu orçamento. Nesse caso, você precisará identificar os fornecedores e as respectivas datas de pagamento, os clientes e suas datas de recebimento, as despesas e receitas do mês.
Assim, ainda que não tenha o controle total de todos os ativos da empresa, você já terá uma visão mais clara do que ocorre com o caixa.
Analise o balanço anual
O balanço anual é um documento que apresenta o balancete geral das empresas e da situação financeira. Com isso, você consegue verificar o quão financeiramente saudável é a sua companhia de forma geral.
Dessa forma, além de você conseguir obter informações sobre os ativos, passivos e capital social da companhia, é importante que seja realizada uma análise do balanço anual.
Só através desse procedimento será possível mostrar o estoque de produtos disponíveis, assim como aqueles que estão em processo, bem como os bens e serviços para início de produção.
Notas explicativas do balancete anual
Fazer a conferência correta das notas explicativas do balancete anual pode fornecer informações relevantes sobre essa parte do balanço e, também, sobre a saúde financeira de sua empresa.
Por exemplo, você poderá verificar quanto custou aquela viagem que fez para visitar os fornecedores. Ou seja, leia as notas explicativas para verificar a situação financeira da sua companhia.
Por outro lado, vale lembrar que essas notas são meramente informativas. Assim, não têm o poder de mudar ou alterar o balancete anual.
Confira as demonstrações intermediárias semestrais
As demonstrações intermediárias semestrais são relatórios financeiros que trazem informações sobre o andamento das empresas, bem como do seu negócio. Por isso, controlar essas demonstrações é uma forma de verificar se a sua empresa está indo bem.
E, se não estiver, você poderá tomar as providências necessárias para que a mesma volte a caminhar para a direção correta. Ao analisar essas demonstrações, procure identificar quanto custou cada produto, quanto ele vendeu, quanto foi o lucro, quanto foi o custo operacional, quanto foi o imposto e quanto foi o lucro líquido.
Conclusão
Qual o momento ideal para controlar ativos? Isso depende de cada empresa e do momento em que o empreendedor decidiu abrir o negócio. Por isso, o que importa é que você decida quando vai começar a fazer esse controle.
E, então, vá fazendo de forma gradativa, conforme as necessidades apareçam. Assim, será possível equilibrar melhor as finanças da sua empresa.
Se você gostou do conteúdo e precisa realizar esse procedimento, entre em contato conosco e solicite uma proposta!